MEI ou Simples Nacional? Como saber a hora de mudar de regime
O MEI é o começo mais simples, mas tem teto. Veja os sinais de que chegou a hora de virar Simples Nacional — e o que muda no imposto e na rotina.
Por Equipe BEIH4 min de leitura

O MEI (Microempreendedor Individual) é a porta de entrada mais barata e simples para ter um CNPJ no Brasil: imposto fixo por mês, contabilidade descomplicada e quase nenhuma burocracia. Mas ele foi desenhado para negócios pequenos — e, quando o seu cresce, chega um ponto em que continuar no MEI deixa de ser possível (ou deixa de valer a pena).
Este guia mostra os sinais de que é hora de mudar e o que esperar do Simples Nacional, o regime que costuma ser o passo seguinte.
O que o MEI tem de bom (e onde ele trava)
No MEI você paga um valor fixo todo mês no DAS, independente de quanto faturou: uma quantia baixa que cobre o INSS e o imposto sobre a atividade (ICMS ou ISS). É previsível e barato. Em troca, o MEI vive dentro de três limites:
- Faturamento de até R$ 81.000 por ano (uma média de R$ 6.750 por mês).
- No máximo um funcionário contratado.
- Só as atividades permitidas na lista oficial do MEI.
Enquanto o seu negócio cabe nesses três limites, o MEI é quase sempre a melhor escolha. O problema aparece quando ele começa a apertar.
Os sinais de que chegou a hora de mudar
1. Você está encostando no teto de faturamento
Este é o motivo mais comum. Se o seu faturamento anual está chegando perto dos R$ 81 mil — ou já projeta passar disso —, é hora de se planejar para o Simples.
2. Você precisa de mais de um funcionário
O MEI permite contratar apenas uma pessoa. Se o negócio já pede um segundo funcionário, o MEI não comporta — e o Simples Nacional não tem esse limite.
3. Sua atividade não é (mais) permitida no MEI
A lista de atividades do MEI é fechada. Se você mudou de ramo, agregou um serviço novo ou sempre esteve numa atividade que ficou de fora da lista, o caminho é outro regime.
4. Seus clientes são empresas que exigem mais
Vender para outras empresas às vezes esbarra em exigências que o MEI não atende bem — de porte, de tipo de nota, de crédito de imposto. Se os seus melhores clientes são pessoas jurídicas, o Simples costuma abrir portas.
O que muda no Simples Nacional
O Simples Nacional é um regime para micro e pequenas empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. Ele reúne vários impostos em uma guia só (o DAS), como o MEI — mas com uma diferença importante: aqui a alíquota não é fixa, ela acompanha o quanto você fatura e o tipo de atividade.
| MEI | Simples Nacional | |
|---|---|---|
| Teto de faturamento | R$ 81 mil/ano | R$ 4,8 milhões/ano |
| Imposto | Valor fixo por mês | Percentual sobre o faturamento |
| Funcionários | Até 1 | Sem limite específico |
| Atividades | Lista fechada | Amplo (a maioria se enquadra) |
| Contabilidade | Simplificada | Exige contabilidade regular |
A contrapartida do Simples é que ele exige contabilidade regular — escrituração, apuração mensal, obrigações acessórias. Não é um bicho de sete cabeças, mas é onde ter um contador (ou uma plataforma que cuide disso por você) faz diferença de verdade.
Não dá para adivinhar sozinho — e está tudo bem
A escolha entre continuar no MEI, migrar para o Simples ou mesmo avaliar o Lucro Presumido depende dos seus números: quanto você fatura, qual a sua atividade, quanto gasta com folha. Não existe resposta única.
A boa notícia é que essa conta é exatamente o tipo de coisa que a gente faz por você — simulando os cenários e mostrando, em reais, o que muda em cada regime antes de qualquer decisão.


